Lisboa

The War for Talent

Ed Michaels, Helen Handfield-Jones, Beth Axelrod
Harvard Business School Press, 2001

Em 1997, um estudo da McKinsey & Company, que constitui uma referência na área da gestão, apresentou a “guerra pelo talento" como um desafio estratégico e factor determinante da performance empresarial.

Na obra The War for Talent, os autores do estudo original sustentam que, tanto em períodos de turbulência como em épocas de estabilidade, a gestão do talento é decisiva para o sucesso de qualquer organização, e avançam a sua perspectiva sobre os desafios de criar uma verdadeira pool de talento, tendo chegado à conclusão de que o princípio comummente aceite de que processos mais eficientes na gestão dos recursos humanos permitem distinguir empresas de elevado desempenho de empresas medianas carece de demonstração. O factor verdadeiramente diferenciador reside na convicção partilhada pelos líderes a todos os níveis de uma organização de que a vantagem competitiva reside no talento de excelência e na capacidade de o gerir adequadamente. Uma vez aceite este princípio, será fácil actuar com determinação na criação de pools de talento.

Os autores apresentam os elementos de uma nova abordagem à gestão do talento, propõem novas formas de analisar e reforçar a proposta de valor a oferecer aos executivos, e recomendam estratégias mais proactivas e mecanismos mais rigorosos para o recrutamento e desenvolvimento de talento de liderança.

A partir de uma investigação exaustiva, que contou com o depoimento de 13.000 executivos em mais de 120 empresas e incluiu case studies de 27 empresas de referência, os autores demonstram que uma gestão eficiente do talento conduz a uma melhoria da performance, e que as empresas que são capazes de atrair, desenvolver, e reter executivos de excelência aumentam em média a rentabilidade aos accionistas em 22 pontos percentuais.

Através de exemplos reais, os autores apontam aos líderes a diferentes níveis aquilo que eles podem fazer para melhorar a gestão do talento nas suas organizações. Ao fazê-lo, não só estão a melhorar a performance da organização como também estão eles próprios a tornar-se melhores líderes.

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