Lisboa

Making Portugal competitive

Maria João Carioca, Rui Diniz, Bruno Pietracci
The McKinsey Quarterly, 2004, Número 3

Para atingir um nível mais elevado de desenvolvimento económico, Portugal terá necessariamente de ultrapassar um conjunto de barreiras que limitam a produtividade da sua economia.

Portugal tem baseado o seu crescimento económico numa política de mão-de-obra barata e no facto de ser membro da União Europeia, mas a produtividade per capita é de cerca de metade da de países europeus mais eficientes. A concorrência de países asiáticos e da Europa de Leste tem vindo a intensificar-se; entretanto, o ritmo a que o País tem vindo a aproximar-se de economias europeias mais desenvolvidas não pára de abrandar. O estudo de sete sectores económicos permite concluir que uma força de trabalho pouco eficiente, uma regulamentação que põe entraves à concorrência, e os efeitos socialmente nefastos da informalidade colocam Portugal numa situação económica de desvantagem, tanto em relação a países de mão-de-obra ainda mais barata como em relação a países com maior produtividade.

Os autores defendem que o Governo Português deverá abordar com determinação o problema da produtividade, flexibilizando a legislação laboral, eliminando as barreiras à concorrência, e impondo um rigoroso controlo da economia informal.

Para aceder ao artigo publicado em The McKinsey Quarterly